Autor do Mês - Luís Vaz de Camões

Luís Vaz de Camões, considerado o maior poeta de língua portuguesa, teve uma vida aventurosa e recheada de episódios épicos. Historicamente a sua vida é pouco conhecida, por falta de fontes históricas, mas analisando o seu legado poético, é possível perceber que deve ter tido uma educação clássica sólida, pelo domínio do latim, da literatura e da história antiga e do seu tempo.

Frequentou a corte de D. João III, onde inicia a sua carreira de poeta lírico e de acordo com a tradição se envolve em amores por damas da nobreza e plebeias, tendo uma vida boémia e agitada. É neste contexto que de acordo com a tradição se teria apaixonado por uma dama da nobreza, aia da rainha de Portugal, D. Catarina de Ataíde e pela qual teria sido obrigado a exilar-se na vila de Punhete (Constância), onde permaneceu por dois anos. Sabe-se seguidamente que por um amor frustrado se alistou como militar em África, no combate aos sarracenos, tendo perdido um olho em combate. Após a vinda de África é preso por ter ferido um servo do Paço, entretanto perdoado, foi para o oriente, onde viveu muitas aventuras, muitas lutas e muitas adversidades, destas experiências de vida, surge a sua maior obra, o poema épico “Os Lusíadas”, que publica em Lisboa em 1572. Com esta obra celebra os feitos marítimos e guerreiros de Portugal, num poema composto por dez cantos, com cada canto, formado por estrofes de oito versos. Foi na altura um grande sucesso, recebendo o reconhecimento do próprio rei de Portugal de então, D. Sebastião. Apesar do apoio financeiro real, acaba a sua vida na pobreza, talvez pela sua vida desbragada. Vem a falecer no dia 10 de junho de 1580 em Lisboa. A sua obra lírica é publicada postumamente intitulada “Rimas”, assim como, três obras de teatro cómico.

Em Constância, o nome de Camões como ilustre poeta que residiu na vila é uma realidade na tradição popular desde sempre, estando no imaginário coletivo e havendo um itinerário sobre a obra e o homem na vila, dos quais se destacam os seguintes monumentos:

Estátua de Camões virada ao Zêzere, como que olhando o correr das águas a caminho do Tejo, em 1981, da autoria do Mestre Lagoa Henriques, que foi inaugurado pelo presidente da República, General Ramalho Eanes.

Jardim-Horto de Camões, jardim que tenta recriar a flora referenciada nos “Lusíadas”, que reúne um total de 52 espécies, onde ainda se pode visitar o Pavilhão de Macau, o Planetário de Ptolomeu no Auditório ao Ar Livre e ainda Painel de Azulejos alusivo às parte do mundo que o poeta percorreu. Podemos ainda visualizar a maior Esfera Armilar de Portugal, que assinala os 500 Anos dos Descobrimentos Portugueses. Jardim projetado pelo arq.º Gonçalo Ribeiro Teles, inaugurado em 1990 pelo presidente da República, Dr. Mário Soares.

Casa-Memória de Camões, erguida sobre as ruínas da casa quinhentista que tradicionalmente é apontada como a casa onde o poeta residiu, virada para o Rio Tejo. Sede da Associação com o mesmo nome que tem como missão preservar, valorizar e divulgar a relação de Camões com Constância, e que tem como objetivo principal, o acolhimento de um Centro Internacional de Estudos Camonianos.

Livros disponíveis na Rede de Bibliotecas de Constância: https://bibliotecas-catalogo.constancia.pt/cgi-bin/koha/opac-search.pl?idx=&q=cam%C3%B5es&branch_group_limit=

 


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